quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A maioria das Rampas estão Fora de Norma


Muito utilizada para oferecer acessibilidade contígua a escadarias, a Rampa é uma solução excelente e definitiva quando aplicada a pequenos desníveis, mas é importante atender as especificações da norma NBR9050. Embora sejam poucos os requisitos da norma, a maioria das Rampas não atendem o principal ítem que se refere à inclinação máxima que varia conforme o desnível; quanto maior o desnível, menor a inclinação. E exatamente aí que começam os problemas, pois a inclinação permitida varia entre 5 a 10%, a Rampa necessita de muito espaço para a sua correta aplicação. A inclinação de 5% equivale à relação 1/20, ou seja, a cada unidade na altura, 20 unidades no comprimento. Muitas rampas fora de norma possuem inclinações impossíveis de serem superadas até mesmo pelos melhores atletas olímpicos.

Resumo dos principais requisitos das Rampas segundo a NBR9050:
  • Inclinação máxima (ver tabela).
  • Piso antiderrapante.
  • Largura mínima de 1,20 m.
  • Sinalização com Piso Tátil.
  • Corrimãos duplos em ambos os lados.
  • Rodapés com altura mínima de 5,0 cm.
  • Patamares no início e final de cada segmento.
Tabela de Inclinações:
     Desnível (h)               Inclinação máxima ( i )
   1,0m ≤ h                       5% (1:20)
   0,80  ≤ h < 1,00m         6,25% (1:16)
   0,20  ≤ h < 0,80m         8,33% (1:12)
  0,075 ≤ h < 0,20m         10% (1:10)
               h < 0,075m       12,5% (1:8)

Cálculo do comprimento da Rampa:   C = (h x 100) / i

Ex.:   Para desnível de 0,5m,   i = 8,33%  C=6,0m
         Para desnível de 1,0m,   i = 6,25%  C=16,0m
         Para desnível de 1,5m,   i = 5,0%    C=30,0m



Rampa fora de Norma: inclinação elevada, falta corrimão duplo, rodapé e sinalização com piso tatil





Rampa fora de Norma: inclinação elevada,falta corrimão duplo, piso antiderrapante e sinalização com piso tatil






Rampa em conformidade com a Norma

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Especificação de Plataforma Elevatoria Vertical

A aquisição de plataformas elevatorias verticais  para acessibilidade necessita de muita atenção! 80% dos fabricantes oferecem equipamentos totalmente fora de norma com alto grau de risco aos usuários, e por não atenderem todos os requisitos da norma nacional NBR15.655-1 são passíveis de multa e autuação conforme o Decreto-Lei 5296/04 que deixa claro a obrigatoriedade do atendimento das normas nacionais da ABNT.
Para garantir a correta especificação, apresento alguns modelos de especificações de grandes corporações e instituições públicas que foram muito bem elaborados e minimizam a possibilidade de compra de plataformas que estejam fora de norma.


Modelos de edital da Caixa Econômica Federal:
Plataforma Elevatória Vertical sem enclausuramento http://docs.google.com/Doc?id=dd64wqwn_18ggmgmqcp

Plataforma Elevatória Vertical com enclausuramento http://docs.google.com/Doc?id=dd64wqwn_17f9zbq9cr

Obs.: A Caixa Econômica Federal desenvolveu uma especificação bastante completa citando os ítens principais da norma e também abrange o serviço de instalação e manutenção.

Logo atualizarei com outras especificações.
Participem com sugestões e dúvidas!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

1ª Feira do Emprego e Capacitação Profissional para Pessoas com Deficiência e II Fórum de Curitiba sobre Escolaridade e Empregabilidade da Pessoa com Deficiência

No dia 22 de outubro Curitiba promoveu a 1ª Feira do Emprego e Capacitação Profissional para Pessoas com Deficiência com aproximadamente 2.000 vagas e em paralelo aconteceu o II Fórum de Curitiba sobre Escolaridade. O evento foi organizado pela Prefeitura Municipal de Curitiba e Fundação de Ação Social (FAS). Esta feira estava programada para o dia 3 de setembro de 2009, mas devido aos riscos com a Gripe H1N1 foi realizada apenas agora.
A cidade possui aproximadamente 201.000 Pessoas com Deficiência (PcD) que amargam muitas histórias de discriminações e preconceitos e ainda é muito irrisório a ocupação das vagas de trabalho, e a feira trouxe uma nova esperança para os PcDs. Para muitos o emprego é uma das melhores formas de restabelecer a dignidade e a auto-estima.
De acordo com a Lei 8.213/91, todas as empresas com mais de 100 funcionários devem preencher pelo menos 2% de seu quadro com PcDs e este percentual cresce proporcionalmente até 5 % para empresas com mais de 500 funcionários. Mas infelizmente nem todas as vagas tem sido preenchidas devido à falta de qualificação dos PcDs pois as escolas não eram inclusivas. Segundo levantamento do Observatório do Trabalho, com base na aplicação da Lei 8.213, estimou que as empresas com mias de 100 funcionários de Curitiba representam 18.300 vagas potenciais para pessoas com deficiência.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

CUSTOS COM ACESSIBILIDADE

O arquiteto americano Edward Steinfeld, professor de Arquitetura e Diretor do Centro de Design Inclusivo (IDEA Center), desenvolveu o estudo dos custos da aplicação do Desenho Universal e chegou à surpreendentes conclusões:
            Se uma construção for executada nos padrões do Desenho Universal, os custos da implementação da acessibilidade são insignificantes, porém em uma reforma para adequação do Desenho Universal pode representar 20% do custo global.


Acréscimo no custo da implantação da acessibilidade (Desenho Universal) quando já consideradas desde o projeto:
  • 0,5% a 3% na construção de casas;
  • 0,5% a 1% na construção de edifícios de habitação coletiva;
  • 0,11% na construção de centros comerciais, restaurantes e estacionamentos;
  • 0,13% na construção de salas de aula;
  • 0,006% na construção de shoppings.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Alarmes para Pessoas com Deficiência









A norma NBR9050 define a utilização de Alarmes para:
  • Solicitação de socorro.
  • Alertar e direcionar as pessoas com deficiência visual e as pessoas com deficiência auditiva (surdez).
Os Alarmes são de três tipos: Sonoros, Luminosos e Vibratórios  
Sinalização de Socorro
O dispositivo deve possuir campainhas e alarmes de emergência visuais, sonoros e vibratórios.
Devem ser utilizados em quartos e sanitários de hotéis, instituições de idosos e hospitais.
Em sanitários acessíveis isolados é necessária a instalação de dispositivo de sinalização de emergência ao lado da bacia e do boxe do chuveiro, a uma altura de 400 mm do piso acabado, para acionamento em caso de queda.
Sinalização de emergência
Em saídas de emergência devem ser instalados alarmes sonoros e visuais em hotéis, motéis, pousadas e similares,  auditórios, salas de convenções, salas de ginástica, piscinas, entre outros.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Tony Melendez



Tony Melendez nasceu sem os braços devido à ingestão do medicamento talidomida pela sua mãe quando gestante.
Ele é um vencedor, um verdadeiro exemplo para todas as pessoas que vivem reclamando das dificuldades da vida.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Copa do Mundo 2014

A Copa do Mundo voltará a ser realizada na América do Sul após 36 anos. As reformas e construções devem começar imediatamente. O prazo final para a entrega de todos os estádios em plenas condições de uso é dia 31 de dezembro de 2012. Em 2013, o país deverá receber a Copa das Confederações, que serve como uma espécie de ensaio geral para o Mundial.
Bilhões de dólares serão investidos para atender as exigências estabelecidas pela Fifa, e um dos requisitos é a Acessibilidade; Estádios, Terminais Aeroportuários, Portuários, Rodoviários e Ferroviários e os Pólos de Hospitalidade devem ser acessíveis a todas as pessoas, inclusive as Pessoas com Deficiência ou com Mobilidade Reduzida.
As 12 sedes do Mundial já foram confirmadas: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Diversas outras cidades receberão milhares de turistas motivados pela realização das Funfests que são eventos promovidos pela FIFA transmitindo os jogos da Copa durante o dia e eventos culturais, como shows, no período noturno.
Mas existe um atraso no cronograma da implantação dos projetos para a Copa 2014 e algumas sedes poderão ser eliminadas pelos Executivos da Fifa e do COL (Comitê Organizador Local) caso fique evidente que todos os requisitos não serão cumpridos. Sabemos que a acessibilidade ainda é precária em diversas cidades e o Estado e a Sociedade Civil Organizada tem agora, uma grande oportunidade de analisar e implementar as devidas adequações de acessibilidade, pois além de promover a hospitalidade aos torcedores, poderemos deixar um legado de melhorias a 53 milhões de brasileiros, Pessoas com Deficiência ou com Mobilidade Reduzida (24,5 PcD+ 28,5PMR).

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Plataforma Elevatória Inclinada

A Plataforma Elevatória Inclinada é um tipo de mini-elevador bastante versátil, porque permite instalação em locais onde não é possível a instalação de uma Plataforma Elevatória Vertical ou Elevador de Passageiros, pois não precisa de um espaço reservado apenas para o equipamento. O movimento de elevação acontece paralelo à escada e quando não utilizado pode ser recolhido em uma posição vertical e ocupa pouquíssimo espaço. Outra vantagem deste equipamento é que praticamente não precisa de modificações na infra-estrutura local e tem maior aceitação pelo IPHAN em locais tombados pelo patrimônio histórico.
As Plataformas Elevatórias Inclinadas podem ser utilizadas por cadeirantes, muletantes ou por Pessoas com Mobilidade Reduzida como os idosos e gestantes que utilizam o equipamento sentados em uma mini-cadeira escamoteável.
Por outro lado, a sua instalação é mais complexa, e por enquanto não existem empresas nacionais que fabricam a plataforma inclinada atendendo a norma ISO9386-2, que é a norma internacional para este tipo de equipamento, e as soluções importadas do Canadá, EUA, Áustria, Espanha e Itália chegam ao Brasil a preços proibitivos.
No ano de 2008, a FINEP selecionou 206 projetos para o repasse de uma verba de subvenção visando o desenvolvimento de tecnologias nacionais, e dentre os projetos aprovados está o Projeto para desenvolvimeto da Plataforma Elevatória Inclinada à empresa Daiken. Acredita-se que de em 2011 teremos as primeiras plataformas inclinadas do Brasil sendo produzidas em conformidade com as normas internacionais e com preços mais acessíveis que as soluções importadas.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

2º Seminário de Inclusão da Pessoa com Deficiência


Conselho de Cidadania da Fiep discutiu a inclusão de pessoas com deficiência

No dia 25 foi apresentado um panorama da inclusão de pessoas com deficiência na indústria e a realidade e o desafio das ONGs que fazem a capacitação destas pessoas. Participam do painel Regiane Maturo, do Sesi; Mirella Prosdócimo, da ONG Adaptare; Iáskara Maria Abrão, coordenadora de Atendimento às Necessidades Especiais da Secretaria Municipal da Educação; Angelina Carmela Matiskei, do departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional da Secretaria de Educação; Luiz Filla, da URBS e Tereza Cristina Gosdal, procuradora do Ministério Público do Trabalho.

Já dia 27, a programação foi voltada às pessoas com deficiência, escolas especiais e entidades. O destaque foi a palestra "Boas práticas para inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho - realidade francesa x realidade brasileira", que foi ministrada por Eliana Sampaio, diretora do Conservatório Nacional de Artes e Ofícios de Paris (CNAM), na França. A palestra faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil.

Veja o texto completo:
II Seminario da Inclusão da Pessoa com Deficiencia no Mercado de Trabalho

Convenção da ONU Promulgada

Excelente notícia para as Pessoas com Deficiência (PcD) no Brasil!
No dia 25 de agosto de 2009, o Presidente Luiz Inacio Lula da Silva promulgou o Decreto Lei que torna oficial a Convenão Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiencia e seu Protocolo Facultativo.
Princípios da Convenção da ONU:
a) O respeito pela dignidade inerente, a autonomia individual, inclusive a liberdade de fazer as próprias escolhas, e a independência das pessoas;
b)  A não-discriminação;
c)  A plena e efetiva participação e inclusão na sociedade;
d) O respeito pela diferença e pela aceitação das pessoas com deficiência como parte da diversidade humana e da humanidade;
e) A igualdade de oportunidades;
f)  A acessibilidade;
g) A igualdade entre o homem e a mulher;
h) O respeito pelo desenvolvimento das capacidades das crianças com deficiência e pelo direito das crianças com deficiência de preservar sua identidade.

Veja o decreto na íntegra no link do Planalto:
Decreto Lei 6949

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Plataforma Elevatória Vertical

A Plataforma Elevatória Vertical é uma solução muito utilizada para garantir a acessibilidade em locais onde existem passagens com diferença de níveis de até 4 metros pois permite o acesso de Pessoas com Mobilidade Reduzida com conforto, segurança e ergonomia. Pode ser instalada interna ou externamente, pois o equipamento deve ser resistente à itempéries. No Brasil, este tipo de equipamento deve seguir a norma NBR15.655-1 que é a tradução da norma internacional ISO9386-1. Conforme o Decreto Federal 5296/04 o atendimento desta norma é obrigatória, mas nem sempre é fácil analizar todos seus 523 requisitos técnicos.

Principais Requisitos
Segurança
- Botão de Emergência biestável com Alarme;
- Freio de Segurança ou porca de segurança;
- Superfície Sensível abaixo da Plataforma;
- Movimento somente com o botão pressionado;
- Desnível máximo de 4m;
- Retardo (delay) de no mínimo 1 segundo entre a parada e nova partida em qualquer sentido e quando acionada pelo botão de um pavimento.
- Movimento da plataforma apenas com portas fechadas e travadas;

Enclausuramento
- Até 2m fechamentos (guarda-corpos) com altura mínima de 1,1m na plataforma e nos pavimentos;
- Em desníveis superiores a 2m obrigatório utilizar enclausuramento;
- Paredes internas devem formar uma superfície vertical lisa e contínua com saliências máximas de 5mm;
- Os fechamentos devem suportar a aplicação de 300 N (~30kgf), sem deformação superior a 10 mm;
- Fechamentos de vidro com espessura mínima de 8mm se laminado e temperado e 10 mm se apenas laminado.

Portas
- Sensor de fechamento;
- Travamento automático;
- Fechamento automático, mas estável quando aberta a 90°.

Autonomia
- Capacidade de carga de 250 kg;
- Botão de acionamento na plataforma e nos pavimentos;
- Mecanismo para resgate manual do usuário na falta energia.

Ergonomia
- Área útil mínima de 0,9 x 1,4m.

Função das Normas

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o órgão responsável pela normalização técnica no Brasil, fornecendo a base necessária para auxiliar e organizar o desenvolvimento tecnológico. Trata-se de uma entidade privada e sem fins lucrativos e de utilidade pública, fundada em 1940.

Tem um papel preponderante no desenvolvimento do país:
Comunicação: Proporciona os meios necessários para a troca adequada de informações entre clientes e fornecedores, com vista a assegurar a confiança e um entendimento comum nas relações comerciais;

Simplificação: Reduz as variedades de produtos e de procedimentos, de modo a simplificar o relacionamento entre produtor e consumidor;
Proteção ao Consumidor: Define os requisitos que permitam aferir a qualidade dos produtos e serviços;
Segurança: Estabelece requisitos técnicos destinados a assegurar a proteção da vida humana, da saúde e do meio ambiente;
Economia: Diminui o custo de produtos e serviços mediante a sistematização, racionalização e ordenação dos processos e das atividades produtivas, com a conseqüente economia para fornecedores e clientes;
Eliminação de barreiras: Evita a existência de regulamentos conflitantes, sobre produtos e serviços, em diferentes países, de forma a facilitar o intermédio comercial.

Para ver o texto completo:
Normas Técnicas

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Acessibilidade na Prevenção do Crime

É incrível como tudo conduz para o caminho da Acessibilidade. O Coronel PM-PR Roberson Luiz Bondaruk, comandante da Academia Policial Militar do Guatupê realizou uma pesquisa com 287 presos de unidades do sistema penitenciário paranaense analisando as estratégias de arquitetura contra o crime, que facilitam ou dificultam a ação criminal e informa como aumentar a segurança urbana aplicando os conceitos estatísticos do crime nos projetos das casas, edifícios e vias públicas.
Ele identificou as técnicas mais utilizadas pelos assaltantes em pequenos furtos e tirou conclusões. Dentre as divesas ações que podem ser implementadas; a melhor a qualidade das calçadas, das ruas e da iluminação, reduz a incidência de crimes devido à chamada vigilância natural, isto ocorre porque a acessibilidade aumenta diretamete a "Usabilidade" e assim há um aumento no fluxo de clientes, vizinhos e transeuntes no local ao contrário de contextos com ruas irregulares, esburacadas e pouco iluminadas que acabam afastando as pessoas, e é exatamente nestes locais que os criminosos preferem atuar.
“Quanto maior a Acessibilidade da edificação e do seu entorno menor a incidência de crimes.”

O coronel Bondaruk também desenvolveu o estudo de um projeto Design contra o Crime para adaptar o design de roupas, bolsas, mochilas, acessórios e móveis a fim de evitar pequenos delitos, como furtos em ônibus por exemplo. O projeto promove pequenos ajustes que tornam a vida do assaltante bem mais difícil e conquistou o prêmio internacional: Hermès de l’Innovation 2009 (França), na categoria Inovação e Desenvolvimento Humano.

Desenho Universal


O conceito de “Desenho Universal”, criado por uma comissão em Washington (EUA) no ano de 1963, inicialmente foi chamado de “Desenho Livre de Barreiras” por se voltar a eliminação de barreiras arquitetônicas nos projetos.
O Desenho Universal está contemplado nas normas técnicas de acessibilidade e devem ser aplicadas aos projetos permitindo a todos, independente da altura, peso, idade ou deficiência, garantindo o acesso a todos os componentes das edificações e seus mobiliários. Um exemplo de equipamento com desenho universal é a porta automática acima que pode ser utilizada democraticamente por pessoas altas, baixas, criança, idoso, obeso, gestante e cadeirante  ou até mesmo por pessoas com dificuldades motoras ou amputados, pois não tem necessidade de maçaneta e todos podem utilizar esta porta sem nenhuma dificuldade.
Princípios do Desenho Universal:
1- Equiparação nas possibilidades de uso: O design é útil às pessoas com diferentes habilidades (capacidades).
2- Flexibilidade no uso: O design atende a uma ampla gama de indivíduos, preferências e habilidades.
3- Uso Simples e intuitivo: O uso do design é de fácil compreensão, independentemente de experiência, nível de formação, conhecimento do idioma ou da capacidade de concentração.
4- Informação perceptível: O design comunica eficazmente ao usuário as informações necessárias, independentemente de sua capacidade sensorial ou de condições ambientais.
5- Tolerância ao erro: O design minimiza o risco e as conseqüências adversas de ações involuntárias ou imprevistas.
6- Mínimo esforço físico: O design pode ser utilizado com um mínimo de esforço, de forma eficiente e confortável.
7- Dimensão e espaço para uso e interação: O design oferece espaços e dimensões apropriados para interação, alcance, manipulação e uso, independentemente de tamanho, postura ou mobilidade do usuário.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Estatuto do Deficiente

O projeto para a criação do Estatuto da Pessoa com Deficiência foi apresentado pela primeira vez na Câmara dos Deputados em 2000 pelo deputado Paulo Paim (PT-RS) , três anos depois em 2003 Paim já como Senador, também apresentou o projeto do Estatuto no Senado acreditando que em duas frentes seriam maiores as chances de aprovação. O texto recebeu tantas sugestões que os senadores decidiram trocá-lo por um substitutivo, elaborado por Flávio Arns (PT-PR) e os 62 artigos originais foram ampliados para 287. Por outro lado, o estatuto tem gerado um grande debate entre especialistas, políticos, autoridades, e a sociedade civil. Alguns acreditam que o estatuto poderá consolidar as Leis existentes, outros sugerem que o melhor seria transformá-lo em emenda complementar às Leis, entretanto, existem pessoas que entendem o Estatuto como um retrocesso devio à distinção dos deficientes em um grupo isolado, aumentando ainda mais a distancia com a sociedade e muitos acreditam que as questões foram mal formuladas e poderão acarretar na perda dos direitos adquiridos, pois até a ONU já mencionou que a legislação para o deficiente no Brasil é uma das melhores do mundo.
Mesmo diante da polêmica, os projetos continuam em votação tanto na Câmara como no Senado.
Link para o estatuto:

Convenção da ONU






A Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência discutida e aprovada por unanimidade por 192 países, foi ratificada no Brasil no dia 9 de julho de 2008. É o primeiro tratado internacional com status constitucional da História do Brasil.

Conforme o seu artigo primeiro, o propósito da Convenção é o de promover, proteger e assegurar o desfrute pleno e eqüitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por parte de todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua inerente dignidade. Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas.

Com o poder de emenda constitucional, a Convenção da ONU será uma ferramenta valiosa para o desenvolvimento de políticas públicas para a inclusão das Pessoas com Deficiência no Brasil.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

11ª Reunião do Fórum Permanente de Acessibilidade


A 11ª Reunião do Fórum Permanente sobre Acessibilidade realizado no dia 12 de agosto organizado pelo CREA-PR e Siduscon-PR, contou com a participação do presidente do Crea-PR, Álvaro José Cabrini Júnior; secretário municipal de Urbanismo, Luiz Fernando Jamur; presidente do Sinduscon-PR, Hamilton Franck, e secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Cidade de São Paulo, Renato Corrêa Baena. Participaram também os vereadores Omar Sabbag Filho (PSDB) e Professora Josete (PT). O Secretário Renato Correa Baena e a arquiteta Daniella Bertini Ferreira receberam o diploma de votos de louvor pela importante contribuição na capacitação de profissionais da engenharia e da arquitetura no tema da acessibilidade. Os documentos foram aprovados por unanimidade, em sessão plenária na Câmara Municipal de Curitiba.

Próximos encontros do Forum:

12.ª Edição - AEAPG -Assoc Eng e Arquitetos de P. Grossa, no dia 23/10/2009

13.ª Edição - SINDUSCON Noroeste Maringá, no dia 18/11/2009

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Curso de Capacitação em Acessibilidade

Objetivos: Valorização do profissional pela capacitação em Desenvolvimento de Projetos e Laudos de Acessibilidade com base na legislação nacional e normas da ABNT.
Este curso faz parte do Sistema de Acreditação que estará sendo implantado pela prfeitura de Curitiba e no Estado do Paraná pelo SEDU através de um convênio que será firmado com a associação que fará o repasse do material e software.
Público Alvo: Arquitetos e Urbanistas e Engenheiros Civis
Data: 13 e 14 de agosto de 2009
Local:Auditório do SINDUSCON-PR Rua da Glória nº 175 - Curitiba
Inscrições no site do PRO-CREA-PR ou atravéz do link abaixo:

Fórum Permanente de Acessibilidade

No dia 12/08/2009 será realizado em Curitiba o 11a Reunião do Fórum Permanente sobre Acessibilidade.
Composição da mesa de abertura:
- Pres. do CREA-PR - Eng. Agronomo Alvaro José Cabrini Jr
- Sec. Munic. de Urbanismo de Ctba - Eng. Civil Luiz Fernando Jamur
- Pres. Sinduscon-PR - Eng° Civil Hamilton Franck
- Coord. Fórum Permanente - Antonio Borges dos Reis
- Assessor Esp. do Prefeito de São Paulo - Dr. Renato Correa Baena

Palestras:
19:30 Programa de Acessibilidade do CREA-PR - Eng° Joel Kruger - Diretor Tesoureiro do CREA-PR
20:00 Idosos, Se Deus Permitir Chegaremos Lá - Dulce Slama Blinder - Coordenadora da Pastoral da Pessoa Idosa da Arquidiocese de Curitiba
20:30 Normas Técnicas de Acessibilidade - Eng° Sergio Yamawaki - Daiken Ind. Eletrônica S/A
21:00 Legislação e Fiscalização de Acessibilidade em Curitiba - Eng° Luiz Fernando Jamur
21:30 Debate dos palestrantes com a plateia
22:00 Encerramento - Coquetel

Horário: 18h às 22h
Local: Auditório do Sinduscon-PR
Rua da Gloria, n°175 Curitiba

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Elevador para Acessibilidade

Em edificações com escadarias e principalmente onde existe mais de um pavimento o uso de elevadores é fundamental para garantir o acesso das Pessoas com Mobilidade Reduzida a todos os pavimetos.
Pode-se utilizar três tipos de elevadores:
  • Plataforma Elevatória Vertical: mini elevador para locais com desníveis de até 4 metros. Norma NBR15.655-1.
  • Elevador Unifamiliar: mais simples que um elevador de passageiros, mas com todos os sistemas de segurança de um elevador de passageiros. Pode ser utilizado desde que fique claro o uso exclusivo para as Pessoas com Moblidade Reduzida. Para locais com desnível máximo de 12 metros. Norma NBR12.892,
  • Elevador de Passageiros: Em locais com desnível superior a 12 metros a única solução permitida é o elevador de passageiros. Neste caso, além de atender a norma NM207 (para elevador elétrico) ou a norma NM267 (para elevador hidráulico) também deverá atender a norma NM313 referente às adequações para a acessibilidade.