quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cientistas anunciam teste com carro para cegos em 2011

Pesquisadores dos Estados Unidos anunciaram que irão testar no ano que vem o protótipo de um carro com recursos que permitem que ele seja dirigido por cegos de forma independente e segura.
O carro, um Ford Escape, foi criado pela Federação Nacional dos Cegos dos Estados Unidos (NFB, na sigla em inglês) em parceria com a Universidade Virginia Tech. A NFB afirma que desenvolveu uma série de recursos não visuais que ajudam o motorista cego. Entre eles estão luvas vibratórias, que alertam sobre curvas; sopros de ar comprimido no rosto do motorista, para sinalizar obstáculos que se aproximam; uma camiseta vibratória, para dar informações sobre velocidade; e um volante com sinais de áudio, para orientar a direção. Os pesquisadores afirmam que ainda poderá demorar anos até que um modelo de carro seguro para motoristas cegos esteja nas ruas, mas o protótipo já será mostrado na pista de corrida de Daytona, no Estado americano da Flórida, em janeiro de 2011.
"Esta demonstração vai desafiar estereótipos e mitos que impedem nossa total integração na sociedade, mostrando ao público que os cegos têm as mesmas capacidades de outras pessoas"', disse o presidente da NFB, Marc Maurer, ao site de notícias sobre tecnologia TG Daily. A equipe da NFB e da Universidade Virginia Tech já demonstrou um protótipo em 2009 de um buggy adaptado para cegos usado para andar em areia.
"O desafio não era o desenvolvimento de um veículo autônomo que pudesse levar uma pessoa cega para todos os lugares, mas a criação de interfaces não visuais que permitiriam a uma pessoa cega tomar decisões na direção", disse o diretor do Laboratório de Robótica e Mecanismos da Virginia Tech, Dennis Hong, ao TG Daily.

02/07/2010 - BBC Brasil

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Revisão da norma NBR9050

Dias 17 e 18 de junho participei das  reuniões plenárias do comitê CB40 da ABNT para continuar a revisão da norma de Acessibilidade NBR9050 e criação da nova norma para Arenas Verdes (Estádios), pois além de sermos a sede da Copa do Mundo 2014, também teremos as Olimpíadas e as Para-Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro.
Esperamos que a formulação da nova norma para Arenas Verdes seja finalizada em julho, encaminhado para validação pública e ratificada até meados deste ano.
A revisão da norma NBR9050 já está bastante adiantada e será concluída ainda em 2010.

terça-feira, 18 de maio de 2010

NBR9050 X NBR15.655-1



A norma NBR9050 comenta três itens sobre acessibilidade:

6.8.3.1 A plataforma deve vencer desníveis de até 2,0 m em edificações de uso público ou coletivo e desníveis de até 4,0 m em edificações de uso particular, para plataformas de percurso aberto. Neste caso, devem ter fechamento contínuo, sem vãos, em todas as laterais até a altura de 1,10 m do piso da plataforma.
6.8.3.2 A plataforma deve vencer desníveis de até 9,0 m em edificações de uso público ou coletivo, somente com caixa enclausurada (percurso fechado).
6.8.3.3 A plataforma deve possuir dispositivo de comunicação para solicitação de auxílio nos pavimentos atendidos para utilização acompanhada e dispositivo de comunicação para solicitação de auxílio nos equipamentos e nos pavimentos atendidos para utilização assistida.

Incompatibilidades:
1- Quando a norma NBR9050 foi desenvolvida, ainda não existia nenhuma norma nacional para Plataforma Elevatória Vertical. Esta situação mudou em janeiro de 2009 quando foi lançada a NBR15.655-1, norma nacional para Plataforma Elevatória Vertical. Com isso, o item 6.8.3 da norma NBR9050 torna-se desnecessário.
2- O item 6.8.3.1 permite o uso particular para desníveis de até 4,0m apenas com guarda-corpos de 1,1m do piso, isto representa grande risco aos usuários acompanhantes, pois possibilita acidentes com estrangulamento e quedas com graves seqüelas como já presenciamos em SP, MG e PR.
3- O item 6.8.3.2 permite desníveis de até 9,0m. Isto não é possível, pois a norma NBR15.655-1 permite desníveis de no máximo 4m e quando existem requisitos conflitante em duas normas para o mesmo tipo de equipamento, prevalece o requisito mais restritivo, logo, o desnível máximo para plataformas elevatórias verticais é de 4m.
4- O item 6.8.3.3 pede um dispositivo de comunicação para solicitação de auxílio nos pavimentos e no equipamento. Por outro lado, também cita que é para a utilização acompanhada ou assistida, então, este dispositivo não é necessário.

Observações: Arquitetos desinformados solicitam apenas o atendimento dos requisitos da norma NBR9050 quando fazem seus projetos de adequação utilizando as plataformas elevatórias verticais. Isto coloca usuários, acompanhantes e transeuntes em risco.
A norma NBR15.655-1 possui 718 requisitos técnicos para garantir a segurança, autonomia, ergonomia e conforto dos usuários. Todos os acidentes com plataformas elevatórias no Brasil ocorreram por não estarem em conformidade com a norma NBR15.655-1: por falta de freios de segurança que evitam a queda do equipamento, e também outros dispositivos para o controle de acesso e sensores para evitar o esmagamento e aprisionamento.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Acessibilidade no Celular


                                                                                                     28 de março de 2010         Por Reuters

O Instituto Nokia de Tecnologia pretende lançar este ano três aplicativos para celular que podem facilitar tarefas diárias de pessoas com deficiência visual ou auditiva.
O Audio Aid é um deles e faz o celular vibrar quando detecta sons de campanhias ou alarmes no ambiente, o que pode ajudar um deficiente auditivo a saber se há alguém na porta de casa, se o telefone fixo está tocando ou mesmo alertar sobre um alarme de incêndio no prédio.
Já o Color Detector usa a câmera do telefone para captar imagens e reproduzí-las adequadas à visão de pessoas com daltonismo. O terceiro aplicativo, o Nokia Magnifier, é parecido e transforma o celular em um tipo de lupa, aproximando a projeção de qualquer imagem captada pela câmera do celular.
De acordo com o centro de pesquisa da Nokia, que tem pesquisadores baseados em quatro cidades do País (Brasília, Manaus, Recife e São Paulo), os três programas devem ser colocados para download na Ovi Store – a loja de aplicativos da Nokia – ainda este ano.

quinta-feira, 25 de março de 2010

SECRETARIA DE ACESSIBILIDADE EM CURITIBA

Prefeitura Municipal de Curitiba anunciará a criação da Secretaria Especial dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Inclusão Social
O ex-presidente da ADFP (Associação dos Deficientes Físicos do Paraná), atleta para-olimpico e campeão brasileiro de natação, Irajá de Brito Vaz será indicado por Beto Richa, para ser o Secretário da pasta.


Mauro Nardini, atual presidente da ADFP (Associação de Deficientes Fisicos do Paraná) e da DEFIPAR (Federação das Entidades de Pessoas com Deficiencia Física do Estado do Parana) será o Diretor Geral.

Haverá uma cerimônia para anunciar a nova secretaria durante as comemorações pelo aniversário de Curitiba, dia 29 de março, as 15 horas no Salão Nobre da Prefeitura Municipal.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Isenções para PcD

Uma das formas de acelerar as condições de acessibilidade é a criação de incentivos fiscais, conforme previsto no Decreto Lei 5296.

A mais conhecida é o Convênio 03/07 do Confaz que possibilita isenções para a aquisição de veículos de até R$60.000 (Sessenta Mil reais):
1. Deficiente físico condutor: isento de IPI, IOF, ICMS, IPVA e rodízio municipal.
2. Deficiente visual não condutor: isento de IPI e rodízio municipal.
3. Deficiente mental e autismo não condutor: isento de IPI e rodízio municipal.
Observações:
1- Este convênio tem validade em todo o território nacional.
2- O limite de potência de 127 cavalos não é mais necessário.

Um incentivo pouco conhecido é a isenção do ICMS pelo Convênio 55/98 do CONFAZ em operações internas para alguns produtos de uso exclusivo para PcDs (pessoas com deficiência): Plataforma Elevatória, Rampa para cadeira de rodas, Bengala, Relógio em Braille, acessórios e adaptações para veículo automotor, entre outros. Isto pode significar uma redução de até 18% no valor final do produto.
Observações:
1- Por ser um tributo estadual, esta isenção vale apenas para os estados que celebraram o convênio. Assim, estão isentos do ICMS nas operações internas os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Para e Bahia.
2- A lista completa dos produtos isentos poderá ser visualizada a partir do link: Convenio ICMS 55/98
3- O ideal seria a federalização deste convênio.
4- Todos os estados podem realizar este convênio.
*** Participei da formulação e adesão do estado do Paraná ao convênio 55/98 e posso auxiliar outros  estados que tiver interesse na adesão ao convênio.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Licitações para Acessibilidade

Ainda não existe um padrão de licitações públicas para acessibilidade no Brasil. Diversas modalidades estão sendo testadas, mas poucos conseguem eficiência neste processo.

Os maiores problemas são:
1- Falta de conhecimento para a especificação.
2- Falta de mecanismos para assegurar a qualidade do produto ou serviço licitado.
3- Empresas sem competência técnica vencendo as licitações devido ao menor preço, mas sem a menor condição de atender as especificações.**
4- Demora entre o fechamento da licitação e a execução da obra.

**Mesmo sem atender os requisitos do edital o resultado é mantido devido a falta de especialistas para analisar a competência da empresa vencedora.
É difícil imaginar uma solução universal, mas observamos melhores resultados na licitação de pacotes completos, onde a construtora vencedora assume as responsabilidades da obra civil, aquisição e instalação de equipamentos reduzindo a necessidade de especialistas e equipes de engenharia do órgão licitante que passa a se preocupar apenas com as definições do projeto, viabilização dos custos, leis e normas a serem seguidas. Caso a obra não atenda as especificações a contratada recebe multas e um prazo reduzido para regularizar a situação.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Arborização











A acessibilidade tem muitas interfaces e a Arborização é um dos maiores problemas e a solução é fácil, porém, de longo prazo. É claro que não podemos deixar de arborizar as cidades pois além de amenizar os micro-climas, suavizam o visual de concreto e estruturas metálicas das cidades humanizando e embelezando-as com suas formas orgânicas. Entretanto, a falta de planejamento da Arborização Urbana tem causado diversos transtornos devido ao crescimento das raízes que danificam as calçadas, parques e vias públicas impedindo o fluxo dos pedestres, veículos e principalmente dos cadeirantes, também existe o problema dos galhos que obstruem e dificultam a passagem e são um risco aos deficientes visuais dificultando em muito a acessibilidade no contexto urbano. E existem ainda outros problemas como a interferência em cabeamentos elétricos, telefonia, dutos de agua, gás e esgoto.
Tentando reverter este cenário já aconteceram dois seminários no Paraná e um no Rio de Janeiro, mas e as outras cidades? Será que elas não enfrentam este problema? A arborização sem planejamento causa um enorme problema para a acessibilidade e usabilidade das vias públicas, mas os gestores públicos insistem em agir somente sobre as suas conseqüências travando uma batalha sem perspectiva de vitória.
Cada espécie de árvore possui características biológicas específicas e a falta de mudas adequadas à arborização urbana no mercado leva ao plantio de espécies inadequadas e em locais impróprios, causando vários transtornos. No planejamento da arborização é importante a observação da geografia e da topografia de ruas e avenidas, praças e parques. Uma arborização bem planejada resulta na diminuição dos riscos de acidentes, redução de podas, melhoria na qualidade do micro-clima, dentre outros benefícios. Ou seja, gera ganhos sociais, econômicos e ambientais.
Case positivo: A Copel possui um projeto de produção de mudas que em 2007 disponibilizou 12 mil mudas adequadas à arborização, com altura mínima de 1,80 m livre de galhos. De 2008 a 2010 estão colocando à disposição das prefeituras interessadas 15 mil mudas por ano e, a partir de 2011, 60 mil mudas por ano.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Fiscalização de Vagas para Deficientes




A vaga especial é um direito assegurado por lei federal com uso regulamentado por Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) que determina que 5% do total de vagas do estacionamento regulamentado sejam destinadas a idosos e 2% a portadores de deficiência. Em Curitiba a URBS está fazendo um trabalho intensivo de orientação e conscientização e a partir de 1º de março será obrigatório o uso da credencial para estacionar nestas vagas. A credencial é fornecida pela Urbs com o pré cadastro no site www.urbs.curitiba.pr.gov.br. Podem fazer o credenciamento pessoas que já tenham completado 60 anos de idade, que sejam portadoras de necessidades especiais ou tenham dificuldade de locomoção e que residam em Curitiba. O uso da credencial será obrigatório tanto em áreas privadas - como hospitais, shoppings, supermercados e universidades, por exemplo - quanto em vagas exclusivas do Estacionamento Regulamentado (EstaR).
Ao usar uma vaga especial o motorista deverá deixar a credencial fornecida pela Urbs no painel do carro, com frente voltada para cima. A credencial também deve ser apresentada sempre que solicitado pela fiscalização. No caso do estacionamento regulamentado a credencial garante a vaga mas não exime o usuário do pagamento. Assim, nestas vagas será necessário deixar no painel, além da credencial, o cartão do EstaR que custa R$ 1,00 a hora.

Os deficientes, idosos e seus acompanhantes precisam usar carteirinhas especiais que podem ser solicitados no site. Para quem descumprir a lei, parando nas vagas sem estar com a carteirinha de identificação ou, pior ainda, para quem não é idoso ou deficiente e insiste em usar as vagas especiais, a multa é de R$ 52,63 e ainda rende três pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sistema para deficientes visuais é apresentado na cidade de Jaú

                                                                                                                        Jornal da Cidade de Bauru

Jaú – A Prefeitura de Jaú apresentou ontem no auditório da Fiesp/Ciesp o novo projeto de acessibilidade aos deficientes visuais. Ao chegar a um ponto de ônibus uma gravação automática informa, por meio de uma caixa de som no ônibus, o número da linha. A gravação é repetida até que o usuário aperte um botão no seu aparelho indicando que encontrou o ônibus. O sistema é composto de um aparelho receptor, instalado no ônibus, e um transmissor que fica com o usuário. Ao chegar ao ponto, o passageiro seleciona a linha de ônibus desejada e o aparelho emite ondas de baixa frequência com raio de 100 metros.
O projeto prevê também palestras, cursos de formação de motoristas, e será custeado numa parceria inicial da Prefeitura de Jaú com a Empresa Macacari. A Secretaria dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Idosos também está buscando novas parcerias para custear a linha de produção e reduzir o custo final do produto. No projeto-piloto serão distribuídos 30 transmissores para pessoas com deficiência e idosos e 50 ônibus receberão os receptores e alto-falantes. A secretaria acredita que a tecnologia é o principal fator de acessibilidade e inclusão social da pessoa com deficiência e pretende incentivar novos projetos e parcerias de desenvolvedores de tecnologia 100% brasileira.
O equipamento é de uma empresa de Belo Horizonte que lançou neste ano uma tecnologia em desenvolvimento há 12 anos para auxiliar, sobretudo,pessoas cegas: um sistema eletrônico para uso em transportes públicos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Linhas de Financiamento para Acessibilidade

O Brasil desenvolveu diversas linhas de financiamento para a promoção da acessibilidade, mas os gestores públicos e privados não tem o conhecimento necessário para a utilização destas linhas de financiamento . Por exemplo, o ProMob disponibilizou 300 milhões de reais, mas pouquíssimas prefeituras apresentaram projetos e obtiveram o recurso. Veja abaixo alguns programas de financiamento disponibilizados pelo Governo Federal.

ProMob: Programa de Infra-estrutura para a Mobilidade Urbana - Programa do Governo Federal, gerido pelo Ministério das Cidades, apoia intervenções viárias que promovam a melhoria da mobilidade urbana, por meio da implantação de projetos de pavimentação e infra-estrutura para o transporte coletivo e a circulação não motorizada. O público-alvo são os municípios com mais de cem mil habitantes, de acordo com estatísticas oficiais publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Pró-Transporte: é um programa de financiamento de infra-estrutura para o transporte coletivo urbano com recursos do FGTS. O público-alvo do programa são as Prefeituras, Governos Estaduais, Órgãos Gestores ou empresas concessionárias de serviços de transporte coletivo urbano. Dentre as ações financiáveis estão obras de acessibilidade de pedestres, ciclistas e pessoas com dificuldade de locomoção às vias, estações, terminais, pontos de conexão e abrigos, tais como rebaixamento de guias e calçadas, rampas, sinalização sonora para deficientes visuais e outros, voltados às pessoas com dificuldade de locomoção.

Programa Incluir: visa o fomento a implantação e/ou consolidação de núcleos de acessibilidade para a Educação Superior que promovam ações para a garantia da acessibilidade às pessoas com deficiência, para tornar acessível o ambiente físico, portais e sítios eletrônicos, os processos seletivos, as práticas educativas, as comunicações e as avaliações, dando respostas concretas às diferentes formas de exclusão.

Para a obtenção de outras fontes de financiamento de infra-estrutura, estados e municípios estão sendo estimulados a utilizar os instrumentos previstos em recentes leis federais. A primeira é o Estatuto das Cidades, onde são estabelecidas as condições para que o territorio urbano desempenhe sua função social, a segunda é a Lei de Consórcios Públicos, que permite a associação entre dois ou mais municípios para a solução de problemas comuns e, finalmente, a Lei de Parcerias Público-Privadas, que permite o estabelecimento de parcerias entre o poder público e empresas privadas para a execução de serviços.
Os Estados e Municípios deverão prever rubrica orçamentária específica para acessibilidade, além de garantir a inclusão destas nos planos plurianuais e nos orçamentos anuais e ainda desenvolver planos de ação e meta para a promoção da acessibilidade

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência

Promovida pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência acontecerá, entre 08 e 10 de dezembro de 2009, no WTC Sheraton, na capital paulista.
O objetivo do evento é promover uma grande discussão sobre a importância das tecnologias assistivas e ajudas técnicas no processo de reabilitação e no dia-a-dia das pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida, permanente ou temporária, idosos e seus familiares, cuidadores, profissionais da saúde, educadores e, em grande medida, de toda a sociedade, cada vez mais diversa e inclusiva.
Paralelamente, esta iniciativa visa fomentar a fabricação e a oferta desses produtos no mercado nacional, estimulando a inovação, a produção em larga escala e o seu barateamento, garantindo, assim, uma melhor qualidade de vida.

A programação do Encontro contempla:
  • Seminários com a participação de especialistas, nacionais e estrangeiros.
  • Exposição de produtos e serviços, com mais de 50 empresas e instituições de vários países, tendo como foco a inovação tecnológica, bem como as novidades introduzidas pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do IMREA - Instituto de Medicina Física e de Reabilitação (HC FMUSP) e do Instituto de Reabilitação Rede Lucy Montoro.
  • Rodada de Negócios
As inscrições devem ser feitas pelo site http://www.simparatodos.com.br/inscricao_visitante.php.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

YouTube terá legendas automáticas

da REDAÇÃO ÉPOCA

O Google anunciou nesta quinta-feira (19) que os sites Google Video e YouTube agora terão legendas automáticas geradas por computador. Os sites já possuem um sistema de legendas ocultas, que podem ser ativadas ou desativadas pelo internauta, que foi introduzido no Google Video em 2006 e depois disponibilizado também no YouTube. Nesse sistema, entretanto, os textos precisam ser produzidos pelos usuários e isso demanda um certo conhecimento técnico.
"Hoje eu estou mais esperançoso do que nunca de que nós vamos atingir o nosso objetivo de, a longo prazo, tornar os vídeos universalmente acessíveis", escreveu o engenheiro de software Ken Harrenstien, que é surdo, no blog oficial do Google. Um dos principais objetivos de colocar legendas nos vídeos do YouTube é aumentar o acesso de deficientes auditivos a esses conteúdos.
A quantidade de vídeos colocada diariamente no YouTube , entretanto, é muito grande para que usuários consigam produzir legendas para todos eles. Muitos vídeos ainda são inacessíveis para pessoas como Harrenstien. Com a legenda automática, por outro lado, Harrenstien poderá, no futuro, assistir a quase qualquer vídeo que esteja no site.
A princípio a tecnologia só estará disponível em inglês, e só poderá ser acessada em alguns canais de parceiros do Google (UC Berkeley, Stanford, MIT, Yale, UCLA, Duke, UCTV, Columbia, PBS, National Geographic, Demand Media, UNSW e nos canais próprios do Google e do YouTube).

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Intel Reader transforma textos em áudio


por Talita Abrantes,  InfoBlog
Nessa onda imensa de lançamentos de e-readers, estava faltando um que prezasse pelo conceito de acessibilidade. Mas o quadro mudou. A Intel acaba de apresentar seu Reader, voltado para pessoas com deficiência visual ou dislexia. O dispositivo é capaz de converter frases escritas em áudio.
Equipado com um processador Atom e com uma câmera de 5 MP, o Intel Reader tira fotos de textos impressos, converte-os para o formato digital, para então “lê-lo” para o usuário. O fabricante estima que os 2 GB de memória interna do dispositivo seja capaz de armazenar 500 mil páginas de texto.
O produto foi idealizado por Ben Foss, pesquisador da Intel, que tem dislexia - doença caracterizada por dificuldades nos processos de aprendizagem de leitura e escrita.
O Intel Reader, por enquanto, só está disponível para o mercado dos Estados Unidos pelo preço de 1 500 dólares. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa no Brasil, a Intel pretende trazer o produto para o país.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Normas Nacionais de Acessibilidade

O Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Federal e a empresa Target, responsável pela comercialização das normas nacionais da ABNT teve a inclusão de mais 4 normas (NBR 15655-1, NBR 15570, NBR 313 e NBR 15599). A divulgação das normas é realizada pela Internet com acesso amplo e irrestrito por qualquer cidadão interessado, pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, por meio da Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência – CORDE, pelo Ministério Público Federal
Link para as normas: http://www.mj.gov.br/corde/normas_abnt.asp

a) NBR 9050 – Edificações, Mobiliário e equipamentos Urbanos;
b) NBR 13994 – Elevadores de Passageiros;
c) NBR 14020 – Trem de Longo Percurso;
d) NBR 14021 - Trem urbano ou metropolitano;
e) NBR 14273 –Transporte Aéreo Comercial;
f) NBR 14970-1 Veículos Automotores- Requisitos de Dirigibilidade;
g) NBR 14970-2 - Veículos Automotores- avaliação do condutor;
h) NBR 14970-3 Veículos Automotores- dirigibilidade do condutor;
i) NBR 15250 - Caixa de auto-atendimento bancário;
j) NBR 15290 - Comunicação na televisão;
l) NBR 15320 - Transporte rodoviário;
m) NBR 15450 - Sisma de transporte aquaviário;
n) NBR 16001 - Responsabilidade social - Sistema da gestão;
o) NBR 15599 - Comunicação na Prestação de Serviços;
p) NBR 313:2007 - Elevadores de passageiros;
q) NBR 14022:2009 - Ônibus urbano;
r) NBR 15655-1:2009 - Plataformas de elevação motorizadas;
s) NBR 15570:2009 - Transporte  coletivo de passageiros

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A maioria das Rampas estão Fora de Norma


Muito utilizada para oferecer acessibilidade contígua a escadarias, a Rampa é uma solução excelente e definitiva quando aplicada a pequenos desníveis, mas é importante atender as especificações da norma NBR9050. Embora sejam poucos os requisitos da norma, a maioria das Rampas não atendem o principal ítem que se refere à inclinação máxima que varia conforme o desnível; quanto maior o desnível, menor a inclinação. E exatamente aí que começam os problemas, pois a inclinação permitida varia entre 5 a 10%, a Rampa necessita de muito espaço para a sua correta aplicação. A inclinação de 5% equivale à relação 1/20, ou seja, a cada unidade na altura, 20 unidades no comprimento. Muitas rampas fora de norma possuem inclinações impossíveis de serem superadas até mesmo pelos melhores atletas olímpicos.

Resumo dos principais requisitos das Rampas segundo a NBR9050:
  • Inclinação máxima (ver tabela).
  • Piso antiderrapante.
  • Largura mínima de 1,20 m.
  • Sinalização com Piso Tátil.
  • Corrimãos duplos em ambos os lados.
  • Rodapés com altura mínima de 5,0 cm.
  • Patamares no início e final de cada segmento.
Tabela de Inclinações:
     Desnível (h)               Inclinação máxima ( i )
   1,0m ≤ h                       5% (1:20)
   0,80  ≤ h < 1,00m         6,25% (1:16)
   0,20  ≤ h < 0,80m         8,33% (1:12)
  0,075 ≤ h < 0,20m         10% (1:10)
               h < 0,075m       12,5% (1:8)

Cálculo do comprimento da Rampa:   C = (h x 100) / i

Ex.:   Para desnível de 0,5m,   i = 8,33%  C=6,0m
         Para desnível de 1,0m,   i = 6,25%  C=16,0m
         Para desnível de 1,5m,   i = 5,0%    C=30,0m



Rampa fora de Norma: inclinação elevada, falta corrimão duplo, rodapé e sinalização com piso tatil





Rampa fora de Norma: inclinação elevada,falta corrimão duplo, piso antiderrapante e sinalização com piso tatil






Rampa em conformidade com a Norma

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Especificação de Plataforma Elevatoria Vertical

A aquisição de plataformas elevatorias verticais  para acessibilidade necessita de muita atenção! 80% dos fabricantes oferecem equipamentos totalmente fora de norma com alto grau de risco aos usuários, e por não atenderem todos os requisitos da norma nacional NBR15.655-1 são passíveis de multa e autuação conforme o Decreto-Lei 5296/04 que deixa claro a obrigatoriedade do atendimento das normas nacionais da ABNT.
Para garantir a correta especificação, apresento alguns modelos de especificações de grandes corporações e instituições públicas que foram muito bem elaborados e minimizam a possibilidade de compra de plataformas que estejam fora de norma.


Modelos de edital da Caixa Econômica Federal:
Plataforma Elevatória Vertical sem enclausuramento http://docs.google.com/Doc?id=dd64wqwn_18ggmgmqcp

Plataforma Elevatória Vertical com enclausuramento http://docs.google.com/Doc?id=dd64wqwn_17f9zbq9cr

Obs.: A Caixa Econômica Federal desenvolveu uma especificação bastante completa citando os ítens principais da norma e também abrange o serviço de instalação e manutenção.

Logo atualizarei com outras especificações.
Participem com sugestões e dúvidas!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

1ª Feira do Emprego e Capacitação Profissional para Pessoas com Deficiência e II Fórum de Curitiba sobre Escolaridade e Empregabilidade da Pessoa com Deficiência

No dia 22 de outubro Curitiba promoveu a 1ª Feira do Emprego e Capacitação Profissional para Pessoas com Deficiência com aproximadamente 2.000 vagas e em paralelo aconteceu o II Fórum de Curitiba sobre Escolaridade. O evento foi organizado pela Prefeitura Municipal de Curitiba e Fundação de Ação Social (FAS). Esta feira estava programada para o dia 3 de setembro de 2009, mas devido aos riscos com a Gripe H1N1 foi realizada apenas agora.
A cidade possui aproximadamente 201.000 Pessoas com Deficiência (PcD) que amargam muitas histórias de discriminações e preconceitos e ainda é muito irrisório a ocupação das vagas de trabalho, e a feira trouxe uma nova esperança para os PcDs. Para muitos o emprego é uma das melhores formas de restabelecer a dignidade e a auto-estima.
De acordo com a Lei 8.213/91, todas as empresas com mais de 100 funcionários devem preencher pelo menos 2% de seu quadro com PcDs e este percentual cresce proporcionalmente até 5 % para empresas com mais de 500 funcionários. Mas infelizmente nem todas as vagas tem sido preenchidas devido à falta de qualificação dos PcDs pois as escolas não eram inclusivas. Segundo levantamento do Observatório do Trabalho, com base na aplicação da Lei 8.213, estimou que as empresas com mias de 100 funcionários de Curitiba representam 18.300 vagas potenciais para pessoas com deficiência.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

CUSTOS COM ACESSIBILIDADE

O arquiteto americano Edward Steinfeld, professor de Arquitetura e Diretor do Centro de Design Inclusivo (IDEA Center), desenvolveu o estudo dos custos da aplicação do Desenho Universal e chegou à surpreendentes conclusões:
            Se uma construção for executada nos padrões do Desenho Universal, os custos da implementação da acessibilidade são insignificantes, porém em uma reforma para adequação do Desenho Universal pode representar 20% do custo global.


Acréscimo no custo da implantação da acessibilidade (Desenho Universal) quando já consideradas desde o projeto:
  • 0,5% a 3% na construção de casas;
  • 0,5% a 1% na construção de edifícios de habitação coletiva;
  • 0,11% na construção de centros comerciais, restaurantes e estacionamentos;
  • 0,13% na construção de salas de aula;
  • 0,006% na construção de shoppings.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Alarmes para Pessoas com Deficiência









A norma NBR9050 define a utilização de Alarmes para:
  • Solicitação de socorro.
  • Alertar e direcionar as pessoas com deficiência visual e as pessoas com deficiência auditiva (surdez).
Os Alarmes são de três tipos: Sonoros, Luminosos e Vibratórios  
Sinalização de Socorro
O dispositivo deve possuir campainhas e alarmes de emergência visuais, sonoros e vibratórios.
Devem ser utilizados em quartos e sanitários de hotéis, instituições de idosos e hospitais.
Em sanitários acessíveis isolados é necessária a instalação de dispositivo de sinalização de emergência ao lado da bacia e do boxe do chuveiro, a uma altura de 400 mm do piso acabado, para acionamento em caso de queda.
Sinalização de emergência
Em saídas de emergência devem ser instalados alarmes sonoros e visuais em hotéis, motéis, pousadas e similares,  auditórios, salas de convenções, salas de ginástica, piscinas, entre outros.